Andar na ponta dos pés: quando os pais devem se preocupar? 

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Andar na ponta dos pés: quando os pais devem se preocupar?

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Especialista do Einstein Goiânia explica como diferenciar uma fase fisiológica, comum até os três anos, de alterações que precisam de avaliação médica 

Andar na ponta dos pés: quando os pais devem se preocupar – Foto: divulgação

A marcha na ponta dos pés é comum nos primeiros anos de vida, mas quando persiste ou se intensifica, pode indicar a necessidade de avaliação especializada. Os sinais que acompanham a marcha alterada variam de acordo com o motivo. Existem várias causas, desde vício postural, encurtamento do tendão calcâneo e até mesmo doenças neuromusculares. Qualquer alteração observada deve ser investigada para diferenciar uma fase fisiológica, comum até os três anos, de uma condição patológica.

Segundo a ortopedista pediátrica do Einstein Goiânia, Renata Alvarenga Nunes, existem diferentes motivos para esse comportamento. “Se for postural, durante o repouso a criança consegue apoiar todo o pé no chão. Se for encurtamento do tendão, durante o descanso, ela não consegue apoiar o pé no chão. Se for doença neuromuscular, isso pode ser variável”, explica a médica. Entre os sintomas associados, podem surgir calosidades na parte da frente do pé, dores ao pisar e afilamento do calcanhar.

A especialista destaca que atenção imediata é necessária em situações específicas. A impossibilidade de marcha correta ou incapacidade de apoiar os pés no chão já são preocupantes e necessitam de tratamento. “Alterações persistentes no mecanismo da marcha sobrecarregam articulações, podendo provocar dores crônicas, deformidades ósseas e até incapacidade de andar”, pontua a ortopedista.

O tratamento depende da causa identificada, que pode ser desde fisioterapia, uso de órteses corretivas, gessos seriados, e cirurgia. Além disso, é individual e multidisciplinar, podendo incluir ortopedista pediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, pediatra ou neuropediatra. De acordo com Renata, avaliações constantes e manter hábitos saudáveis também contribuem para a evolução positiva da marcha. “Fazer atividade física ajuda a ter um andar correto, com bom alongamento dos tendões”, orienta a especialista.

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