Onde antes havia um ponto de oração e acolhimento, hoje restam apenas o concreto vazio e a movimentação de máquinas. A retirada da histórica imagem de Nossa Senhora Aparecida, localizada na entrada da “Capital da Fé”, tornou-se o centro de uma fervorosa polêmica no dia de hoje (09). A decisão da administração municipal, que removeu a imagem para dar lugar à instalação de novos sinaleiros e adequações no tráfego local, reacendeu o debate sobre o limite entre o progresso urbano e a preservação do patrimônio religioso.

Imagem de Nossa Senhora Aparecida sendo retirada- Foto: divulgação
Para quem percorre os 18 km da Rodovia dos Romeiros, a imagem não era apenas um monumento, mas um marco psicológico e espiritual. Posicionada estrategicamente após o portal do Divino Pai Eterno, ela sinalizava aos peregrinos que a jornada estava concluída.

Via após a retirada da imagem – Foto: divulgação
”Retirar ela sem nenhum aviso é como tirar o abraço de uma mãe que espera o filho na porta de casa”, desabafa o romeiro Antônio Carlos, que anualmente renova seus votos na cidade.
A insatisfação é compartilhada por comerciantes locais, que veem na imagem um símbolo da identidade do bairro. A principal crítica reside na falta de diálogo: a comunidade alega que foi surpreendida pela remoção, sem que houvesse uma audiência ou comunicado prévio sobre o destino da Santa.
Para uma cidade que vive e respira sua religiosidade, o pedestal vazio na entrada principal tornou-se, por ora, um monumento ao descontentamento.
Solicitamos nota para a prefeitura de Trindade que até o fechamento da matéria não se pronunciou. O espaço segue aberto.


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