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Na Fieg, empresários discutem desafios para expansão da agroindústria em Goiás

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Encontro, promovido pelo CTA, contou com participação do empresário Evaristo Baraúna, do Grupo Cereal, e de lideranças e profissionais ligados ao setor

O Conselho Temático da Agroindústria (CTA) da Fieg, liderado pelo empresário Marduk Duarte, promoveu quinta-feira (17/10) reunião do colegiado, com participação do empresário Evaristo Baraúna, fundador do Grupo Cereal. No encontro, o empreendedor falou sobre os desafios que superou ao longo de sua trajetória empresarial, abordando ainda as perspectivas para expansão da agroindústria em Goiás. O vice-presidente da Fieg Flávio Rassi, o coordenador do Sebrae Goiás Douglas Paranayba e o presidente da Agrodefesa de Goiás, José Ricardo Caixeta, acompanharam a reunião.

“Um dos grandes desafios que temos hoje é a questão ambiental. Mas entendo que o empresário brasileiro já está muito avançado nesse sentido e precisa somente de tempo para se adequar aos novos requisitos. Temos uma enorme capacidade de adaptação e as novas rotinas, uma vez incorporadas, vão se tornar parte do negócio”, afirmou Baraúna, citando como exemplo algumas mudanças já vivenciadas pela sociedade no passado e que, atualmente, já integram práticas que são implantadas em todos os negócios, como gestão de preço e de qualidade.

Em relação aos diferenciais competitivos de Goiás, Marduk Duarte destacou a importância da integração indústria e cultivo. “Mesmo com as mudanças trazidas pela Reforma Tributária, entendemos que um dos principais pontos para uma indústria competitiva é a proximidade com quem produz. Aqui em Goiás, nos destacamos pela produção de grãos e é fundamental que a indústria de processamento esteja próxima de seus fornecedores. Precisamos é incentivar melhorias de infraestrutura para que mais indústrias possam ser instaladas nas regiões produtoras”, sustentou.

Nesse sentido, Flávio Rassi destacou que a industrialização de grãos é um dos eixos prioritários da atual gestão da Fieg e que é fundamental termos incentivos fiscais que promovam essa integração entre o agro e a indústria. “Sabemos que um dos desafios ao desenvolvimento regional é a competitividade. Para isso, precisamos ter incentivos fiscais que viabilizem a instalação de mais indústrias no Estado. É uma questão sistêmica, em que todos ganham ao gerar mais emprego, renda e arrecadação para a região. Ao promover o emprego, o trabalho, geramos receita.”

A reunião do CTA foi marcada ainda pela posse de novos conselheiros e apresentação de projetos que estão sendo acompanhados ou liderados pelo conselho. Dentre as principais ações, estão a Transferência do Trigo Tropical de Goiás, em parceria com o Sindicato dos Moinhos de Trigo da Região Centro-Oeste (Sindtrigo); a Solução NetZero de Cadeias Agroindustriais, executada com o Sebrae Goiás para inventário de gases de efeito estufa em propriedades rurais ligadas à agroindústria; e a Atração de Indústrias de Base Florestal em Goiás para estímulo do setor no Estado.

Na oportunidade, foram empossados os conselheiros Paulo Pimenta, Cristiane Brandão e Wilson Borges, que passam a integrar os grupos de trabalho do colegiado no biênio 2024-2025.

Os presidentes Antônio Santos (Siaeg), Jaques Silvério (Sincafé), e Luciano Lacerda (CDTI) prestigiaram o encontro presencialmente. A reunião foi transmitida em ambiente on-line, com participação dos presidentes Sérgio Scodro (Sindtrigo) e Jerry Alexandre (Siago).

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