Agosto Verde Claro reforça atenção aos sinais do linfoma

HomeManchete

Agosto Verde Claro reforça atenção aos sinais do linfoma

Canto da Primavera traz show de Vitor Kley para Pirenópolis
Pagamento do Abono Salarial 2025 começa na segunda (17)
Frota e Maveny divulgam o filme Lupicínio na Mostra o Amor, a Morte e as Paixões

O linfoma é um tipo de câncer que tem origem no sistema linfático, parte importante do sistema imunológico responsável pela defesa do organismo. O Brasil deve registrar cerca de 16 mil novos casos por ano no triênio iniciado em 2026, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diante desse cenário, o Agosto Verde Claro chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce e da informação sobre a doença.

 

Agosto Verde – Foto: divulgação

Os linfomas são classificados em dois grandes grupos: o linfoma de Hodgkin e não Hodgkin. Segundo Felipe Furtado, hematologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, o de Hodgkin é menos comum e atinge principalmente adultos jovens e pessoas acima dos 55 anos. “Na maioria dos casos, os pacientes respondem muito bem ao tratamento e têm altas chances de cura quando o diagnóstico é feito precocemente”, afirma.
Já o linfoma não Hodgkin reúne mais de 80 subtipos da doença e pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais frequente entre pessoas idosas. Existem formas de crescimento lento e outras mais agressivas, por isso o tratamento varia de acordo com o subtipo e as características de cada paciente.
Sintomas
O sinal mais característico da doença é o aumento persistente de um ou mais gânglios (ínguas), principalmente no pescoço, nas axilas ou na virilha, geralmente sem dor. Outros sinais incluem febre sem causa aparente, suor intenso durante a noite, perda de peso sem dieta ou exercício, cansaço persistente e coceira no corpo. “Dependendo da região afetada, também podem surgir tosse, falta de ar, dor no peito ou sensação de barriga cheia”, explica Felipe Furtado.
O especialista ressalta que esses sintomas não indicam necessariamente a presença de linfoma, pois também podem estar relacionados a infecções e outras doenças. No entanto, se forem persistentes, é importante procurar atendimento médico para investigação.

Diagnóstico

A investigação começa com a avaliação clínica e o exame físico, que inclui a palpação dos gânglios linfáticos e a investigação de outros sinais da doença. “Quando há suspeita, o passo mais importante é realizar uma biópsia, retirando um gânglio, ou parte dele, para análise em laboratório. Esse exame permite confirmar o diagnóstico e identificar exatamente o subtipo do linfoma”, explica o hematologista.

Após a confirmação, podem ser solicitados exames de sangue, tomografia, PET-CT (que que permite verificar a localização e o tamanho do tumor) e, em alguns casos determinados pelo médico, avaliação da medula óssea para verificar a extensão da doença. “Descobrir precocemente permite iniciar o tratamento antes que a doença avance. Isso aumenta as chances de controle, melhora a qualidade de vida durante o tratamento e, em muitos casos, eleva significativamente as chances de cura”, destaca.

Na maioria dos casos, não é possível identificar uma causa específica para o surgimento do linfoma. Segundo Felipe Furtado, alguns fatores podem aumentar o risco, como idade avançada, alterações do sistema imunológico, uso de medicamentos que reduzem a imunidade após transplantes, infecção pelo HIV e algumas infecções por vírus específicos. Ainda assim, ele reforça que a presença de um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá a doença.

Por fim, o hematologista afirma que não existe uma forma comprovadamente eficaz de prevenir o linfoma. “Manter hábitos saudáveis, adotar medidas de prevenção contra o HIV e tratar adequadamente doenças que afetam o sistema imunológico podem contribuir para reduzir alguns fatores de risco”, conclui.

COMMENTS

WORDPRESS: 0
    Hoje é