
Mariana Weickert – Foto: divulgação
A modelo e apresentadora Mariana Weickert, de 43 anos, revelou em suas redes sociais que foi diagnosticada com carcinoma basocelular (CBC), um dos tipos mais frequentes de câncer de pele no Brasil. Em um vídeo publicado no Instagram, ela aparece com um curativo e afirma que já iniciou o tratamento indicado por sua equipe médica.
Mariana disse que não imaginava receber esse diagnóstico. “Eu descobri um CBC, que é um tipo de câncer de pele com alta taxa de cura, mas que exige atenção e acompanhamento”, afirmou. Em seguida, reforçou que está cumprindo todas as orientações médicas: “Eu estou bem, eu vou tratar direitinho, sigo a vida mais atenta, mais cuidadosa.”
A modelo também aproveitou para alertar seus seguidores sobre prevenção. “Mapear pintas, usar protetor solar e prestar atenção à própria pele não é detalhe. É cuidado essencial”, destacou.
O que caracteriza o carcinoma basocelular
Para explicar o diagnóstico, o dermatologista Dr. Alessandro Alarcão, presidente do Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica 2026, detalhou as características do carcinoma basocelular.
“O carcinoma basocelular surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme. Ele está diretamente associado à exposição solar crônica ao longo da vida. É um tumor com grande chance de cura quando tratado precocemente, mas pode causar destruição de tecidos locais se for negligenciado”, afirmou.
Segundo ele, o CBC raramente oferece risco à vida, mas não deve ser minimizado. “É muito importante reforçar: não existe ‘câncer fraco’. Existe câncer com maior possibilidade de cura quando diagnosticado cedo. O carcinoma basocelular pode, sim, provocar danos importantes se não for tratado a tempo”, explicou Alarcão.
Dados do INCA mostram que o carcinoma basocelular é um dos cânceres de pele mais comuns no país. O especialista alerta que o crescimento costuma ser lento, mas contínuo. “Se o paciente demora a procurar ajuda, o tumor invade estruturas próximas, como cartilagem ou músculo, tornando o tratamento mais difícil e mais extenso.”
O diagnóstico é feito por avaliação clínica e, quando necessário, por biópsia. Lesões que não cicatrizam, machucados que sangram repetidamente ou manchas que mudam ao longo do tempo exigem atenção.
“Qualquer lesão persistente merece avaliação dermatológica. O paciente não deve esperar para ver se melhora. No câncer de pele, o tempo faz muita diferença”, ressalta Alarcão.
Prevenção, rotina e exposição ao sol
Mariana também chamou atenção para os hábitos de exposição solar no Brasil. “A gente vive num país tropical, toma sol sem perceber. Isso faz parte da nossa rotina”, disse.
O dermatologista reforça que a prevenção deve ser diária, mesmo fora do verão. “A radiação ultravioleta atravessa as nuvens. Por isso, independentemente do clima, o protetor solar deve ser aplicado todos os dias. Essa constância salva pele e salva vidas”, afirmou.
Entre as principais medidas preventivas, Alarcão orienta: “Uso diário de protetor solar com fator adequado, reaplicação ao longo do dia, barreiras físicas como chapéus e roupas com proteção UV e evitar o sol do meio-dia. Além disso, a consulta regular ao dermatologista é fundamental para identificar lesões no início.”
O especialista também reforça o impacto do diagnóstico precoce. “Quando identificamos o carcinoma basocelular no começo, o tratamento é simples, seguro e altamente eficaz. Quando o diagnóstico atrasa, as consequências podem ser maiores, com cirurgias mais amplas e limitações estéticas ou funcionais.”
Para o INCA, o câncer de pele representa a maior parte dos diagnósticos oncológicos no Brasil, evidenciando a importância das estratégias de prevenção.
Ao final de seu depoimento, Mariana explicou por que decidiu compartilhar sua experiência. “Quero que as pessoas prestem mais atenção à própria pele e procurem ajuda diante de qualquer mudança.”


COMMENTS